
Clube filiado
Clube Atlético Tupi
Fundação: 03/01/1942 - 9605.9347 · Rua Frei Antonino,170 - Bairro Coloninha - Estádio Carlos B. Fontes · Gaspar – SC
História
O último adeus a Graciel. O Clube Atlético Tupi e a equipe do Poço Fundo, da cidade de Brusque, deram o último adeus ao seu volante Graciel. Passando por problemas de saúde devido a um câncer de pele, segundo informações não oficiais, o jogador não resistiu à doença e veio a óbito na última terça-feira, dia 3, por volta do meio dia, em sua residência na cidade de Brusque. Graciel surgiu no futebol quando começou no Brusque Futebol Clube. Passou por várias equipes amadoras da região, em especial o time do Poço Fundo, da cidade de Brusque, onde estava por vários anos. Campeão ano passado da Taça Lance Esporte, o jogador despertou interesse na nova diretoria do Índio, onde sua contratação para o campeonato Regional aconteceu na primeira rodada do time gasparense na competição. Graciel disputou três partidas pelo Tupi. Estreou na vitória do alviverde na cidade de Jaraguá do Sul quando o Tupi venceu o Flamengo pelo placar de 2 a 1. A sua segunda apresentação foi no estádio Carlos Barbosa Fontes, quando o Tupi venceu desta vez o time do APAFEB, de Timbó, pelo placar de 4 a a1. Seu terceiro e último jogo foi em Pomerode, na derrota para o Atlético por 1 a 0, e foi justamente na semana e no jogo contra o Atlético que o jogador começou a sentir os sintomas da doença. Graciel era casado, deixa a esposa com dois filhos e completaria amanhã 29 anos. Para Rosiel Morello, coordenador do Tupi, a passagem de Graciel no Tupi foi muito curta, mas marcou muito. "Era uma pessoa sensacional, não tinha vícios e tinha uma responsabilidade como poucos, conversava com ele praticamente todos os dias e a sua morte nos entristece muito", finalizou o dirigente. Luto Enlutado, o time do Tupi vai à Pomerode enfrentar o Floresta neste domingo e o técnico Treze terá a difícil missão de motivar a equipe, abalada com a morte do colega. A escalação do time para esta partida virou uma incógnita muito grande. Ronaldo Alfredo, descontente com as criticas que recebeu no último domingo, pode não aparecer para o jogo. Já para as demais posições, principalmente na lateral direita e meio de campo, existe uma incerteza sobre quem vestirá a camisa de titular. Certo mesmo é na zaga, onde o Tupi repetirá a mesma formação utilizada no empate contra o Atlético, com Wagner, Zequinha e o capitão Luciano. O Tupi está na quinta colocação e o Floresta é vice líder do Grupo A. A partida esta marcada para as 15 horas. Nos outros jogos do grupo A o Atlético de Pomerode enfrenta o Caramuru e o APAFEB recebe em Timbó o Cruz de Malta. ............................................... Tupi joga em casa pelo Regional O Clube Atlético Tupi entra em campo neste domingo, 16, em busca de mais uma vitória no Campeonato Regional. Jogando em casa, o alviverde terá o apoio de sua torcida que deverá aparecer em bom número no estádio Carlos Barbosa Fontes. O time do técnico Treze está motivado e quer manter a liderança da competição vencendo o desconhecido APAFEB, da cidade de Timbó. Após vencer os dois primeiros jogos do torneio, o time poderá ter um desfalque, caso o veterano Ronaldo Alfredo não se recupere de uma contratura muscular na coxa esquerda, contusão que o tirou aos 32 minutos do primeiro tempo no último domingo, 9, quando o time venceu o Flamengo, em Jaraguá do Sul. Caso Ronaldo não tenha condições, Alisson poderá aparecer com a camisa 10. Na zaga, a preocupação gira em torno de Lulu e Zequinha, com dois cartões amarelos cada, sendo que um deles poderá ser poupado. O treinador ganhou também uma boa dor de cabeça, já que Graciel e Edgar entraram no jogo de Jaraguá e agradaram a comissão técnica, podendo ser a grande novidade para domingo. Já o APAFEF, time que o Tupi enfrenta domingo, tem uma média de idade de apenas 17 anos, com jogadores nascido nos anos de 1990 e 1991 e perdeu as duas partidas da competição, sofreu nove gols e não marcou um gol sequer. Tupi e APAFEB se enfrentam pela primeira vez na história. ..................................................... Carlos Barbosa Fontes recebe melhorias Casa do Clube Atlético Tupi no Campeonato Regional, o estádio Carlos Barbosa Fontes recebe melhorias em sua estrutura. Depois das reformas dos vestuários dos árbitros e dos visitantes, a diretoria do Índio Gasparense aproveitou a semana para fazer todo o serviço de pintura do estádio. Todos os muros e arquibancadas estão sendo lavados e pintados, enquanto a área de estacionamento está recebendo serviço de terraplanagem. A preocupação da diretoria é de que o mau tempo possa prejudicar o serviço. De acordo com Wanderlei Rogério Knopp, as melhorias já estavam previstas para serem feitas antes do início do campeonato, mas não foi possível realizá-las devido as fortes chuvas que caíram na semana em que seria executado o serviço. “Não conseguimos deixar tudo pronto para a estréia do Tupi, mas quem for ao estádio Carlos Barbosa Fontes neste domingo já vai ver a grande diferença” disse o dirigente. Em sua segunda apresentação no ano de 2008, o Clube Atlético Tupi conseguiu empatar o amistoso contra o Noite Afora, da cidade de Jaraguá do Sul, no campo do Floresta, na Margem Esquerda. O Tupi começou bem o jogo, dominando o setor no meio de campo e explorando bem as subidas, principalmente do veloz lateral direito Jaci, de onde saiam as melhores jogadas de ataque. Mas o primeiro gol saiu para a equipe visitante, onde num cruzamento na área, o atacante César dominou no segundo pau e, de perna direita, aos 21 minutos de partida, bateu no canto do goleiro Casão, fazendo 1 a 0. Após o gol, o jovem time do Tupi sentiu o revés. O time Jaraguense foi pra cima e só não aumentou porque o meia Bene, num arremate de longa distância, acertou o poste esquerdo de Casão, que ainda viria a fazer uma bela defesa numa cobrança de falta no final do primeiro tempo. Após o retorno do intervalo, o técnico Treze tirou o zagueiro Schramm e colocou Wagner. Na lateral direita entrou Dennis no lugar de Jaci, que saiu sentindo o tornozelo direito, e Luizinho, que também fazia teste, saiu para a entrada de Maluco. Porém, a alteração não foi suficiente para segurar o ataque do Noite Afora, que aos 9 minutos, numa cobrança de escanteio, fez o segundo gol do jogo. Mas o Tupi não desistiu e foi pra cima. Aos 21 minutos, Maninho, num chute forte de fora da área e com um toque da defesa visitante, descontou. Quando o empate parecia certo veio o contra ataque dos visitantes e, numa bela triangulação, o veterano atacante Cezar, de perna esquerda, colocou no canto do goleiro Nei, que acabara de entrar no jogo, fazendo 3 a 1 aos 28 minutos da etapa complementar. Sem ter muito que fazer, o técnico Treze colocou o veterano Preto no lugar de Ricardinho. Numa bela jogada de velocidade, o atacante Maninho passou pela zaga adversária e deu um tapa na bola, fazendo o segundo gol alviverde aos 34 minutos. Mesmo sem ritmo de jogo o time gasparense tentava buscar o empate e dez minutos depois, aos 44, ele aconteceu. Cigano recebeu pelo lado direito da área e bateu forte empatando o segundo jogo do Tupi no ano. Para Treze, técnico do Tupi, o resultado agradou. “Já dissemos que o resultado nos amistosos é o que menos interessa. O time apresentou um bom volume de jogo e soube buscar o empate apesar das dificuldades”. O Tupi volta a campo no próximo domingo, 17, para enfrentar o Botafogo, em Pomerode. CLUBE ATLÉTICO TUPI 3 Casão (Nei), Jaci (Dennis), Lulu, Schramm (Wagner) e David. Zonta, Ricardinho (Preto), Luizinho (Maluco) e Nanico. Maninho e Cigano. Técnico: Treze NOITE AFORA 3 Márcio, Xixo (Paulista), Moser, Gaúcho e Matogrosso (Denílson). Adriano (Marcelo), Robocop, Bene e Daniel. Pantera e Cezar. Técnico: Marcos Moura. Gols: Cezar (NA) aos 21 do primeiro tempo e 28 do segundo. Pantera (NA) aos 9 do segundo, Maninho (TP) aos 21 e 34 segundo tempo e Cigano (TP) aos 44 segundo tempo. Cartões: Ricardinho e Lulu (TP). Arbitragem: Alcione Cenzi, Jakson Pereira e Amilton da Silva. Local: Campo do Floresta (Margem Esquerda) Gaspar - 10.fevereiro.08 - Domingo ......................................................... 01/01/2011 - Tupi completa mais um ano de existência. www.clubeatleticotupi.com.br 69 anos de história e muita tradição. Consta nos registros do Clube, que o dia oficial de fundação do Tupi de Gaspar é “três de janeiro de 1942”. A direção comemora a data nesta segunda-feira, projetando a conclusão da segunda fase de revitalização do seu Estádio, montando seu calendário esportivo com a participação da Escolinha de Futebol em competições realizadas pelo Estado afora, dos botonistas do Departamento de Fut-Mesa em campeonatos individuais e por equipes, bem como, do time adulto no Regional da LPD (Taça Cidade de Gaspar). A 4.ª participação consecutiva do Índio Gasparense na competição organizada pela Liga de Pomerode, antecede o retorno do Clube ao futebol profissional, objetivo da direção para o ano que vem (2012), quando completa 70 anos. A primeira participação do Tupi em um campeonato estadual organizado pela FCF, foi em 1957. A edição denominada "amadora" daquele ano, equivale à 2.ª Divisão atual: 1.º Clube Atlético Baependi - Jaraguá do Sul
2.º Esporte Clube Ferroviário - Tubarão
3.º Lages Futebol Clube - Lages
4.º Clube Atlético São Francisco - São Francisco do Sul
5.º Itaúna Atlético Clube - Siderópolis
6.º Lauro Müller Futebol Clube - Itajaí
7.º Clube Atlético Operário - Joinville
8.º Clube Atlético Operário - Mafra
9.º Paula Ramos Esporte Clube - Florianópolis
10.º Clube Atlético Tupi - Gaspar
11.º Guaycurus Futebol Clube - Concórdia (Sociedade Esportiva e Recreativa Sadia)
Acompanhe as demais participações do time em competições da FCF ao longo dos anos: 1987 (Segunda Divisão) - FOTO
1.º Araranguá Esporte Clube - Araranguá
2.º Associação Caçadorense de Desportes - Caçador
3.º Blumenau Esporte Clube - Blumenau
4.º Canoinhas Atlético Clube - Canoinhas
5.º Clube Atlético Tupi - Gaspar
6.º Figueirense Futebol Clube - Florianópolis
7.º Flamengo Esporte Clube - Florianópolis
8.º Ipiranga Futebol Clube - Tangará
9.º Laguna Esporte Clube - Laguna
10.º Guaycurus Futebol Clube - Concórdia
11.º Sociedade Recreativa Tiradentes - Lebon Régis
12.º Tiradentes Esporte Clube - Tijucas
Obs.: o recém-fundado Brusque F.C. ocupa a vaga deixada pelo C.E. Paysandu, licenciado.
1988 (Segunda Divisão) 1.º Araranguá Esporte Clube - Araranguá
2.º Associação Caçadorense de Desportes - Caçador
3.º Canoinhas Atlético Clube - Canoinhas
4.º Clube Atlético Tupi - Gaspar
5.º Ipiranga Futebol Clube - Tangará
6.º Laguna Esporte Clube - Laguna
7.º Guaycurus Futebol Clube - Concórdia
8.º Sociedade Recreativa Tiradentes - Lebon Régis
9.º Tiradentes Esporte Clube - Tijucas
1989 (Segunda Divisão) 1.º Associação Caçadorense de Desportes - Caçador
2.º Canoinhas Atlético Clube - Canoinhas
3.º Clube Atlético Tupi - Gaspar
4.º Esporte Clube Internacional - Lages
5.º Imbituba Atlético Clube - Imbituba
6.º Laguna Esporte Clube - Laguna
7.º Guaycurus Futebol Clube - Concórdia (muda o nome para Concórdia E.C. em 16 Dez 1989)
8.º Sociedade Recreativa Tiradentes - Lebon Régis
9.º Tiradentes Esporte Clube - Tijucas
1995 - Divisão Única 1.º Araranguá Esporte Clube - Araranguá
2.º Avaí Futebol Clube - Florianópolis
3.º Blumenau Esporte Clube - Blumenau
4.º Brusque Futebol Clube - Brusque
5.º Associação Caçadorense de Desportes - Caçador
6.º Associação Chapecoense de Futebol - Chapecó
7.º Concórdia Esporte Clube - Concórdia
8.º Criciúma Esporte Clube - Criciúma
9.º Figueirense Futebol Clube - Florianópolis
10.º Hercílio Luz Futebol Clube - Tubarão
11.º Clube Atlético Hermann Aichinger - Ibirama
12.º Imbituba Atlético Clube - Imbituba
13.º Esporte Clube Internacional - Lages
14.º Associação Desportiva Joaçaba - Joaçaba
15.º Joinville Esporte Clube - Joinville
16.º Grêmio Esportivo Juventus - Jaraguá do Sul
17.º Clube Náutico Marcílio Dias - Itajaí
18.º Esporte Clube Sombrio - Sombrio
19.º Tubarão Futebol Clube - Tubarão
20.º Clube Atlético Tupi - Gaspar
Obs.: Imbituba A.C. (Imbituba) e C.A. Tupi (Gaspar) mesmo não tendo disputado a 2ª Divisão em 1994, foram convidados pela FCF a participarem da Divisão Única de 1995.
A última participação do Tupi em um campeonato profissional organizado pela FCF foi em 2001, na segunda divisão do Estadual. Naquela edição, a competição foi dividida em três períodos. As dezesseis equipes participantes foram divididas em dois grupos, onde jogaram entre si. As quatro equipes com a melhor pontuação de cada grupo classificaram-se às Quartas de Final. O Tupi acabou em 5.º e ficou pelo caminho. Os clubes vitoriosos disputaram uma final de dois jogos e o clube que mais pontuou nesses foi o Campeão do Turno, classificando-se para a Fase Final. Depois, um returno idêntico ao primeiro foi disputado, mas com os jogos de volta na fase de grupos. Nesta, o Índio Gasparense alcançou a vaga, terminando em 4.º em seu grupo. Após eliminar o Atlético Chapecó, fora de casa em um jogo memorável, o time gasparense acabou dando adeus ao sonho do acesso sendo derrotado na semi-final do returno pelo então campeão Clube Atlético Hermann Aichinger, de Ibirama. O foco de trabalho em 2011 é realizar uma grande temporada no Regional da LPD, lutando pelo título, inclusive. Porém, para fazer uma boa participação na Taça Cidade de Gaspar e realizar a profissionalização de seu futebol no ano que vem, será FUNDAMENTAL a participação direta de seu torcedor, da iniciativa privada e do poder público nesta empreitada, apoiando o Tupi em seus projetos. É com um incansável e determinante trabalho que a atual diretoria do Clube procura, desde 2008 quando foi empossada, recolocar o Tupi em um lugar de destaque no cenário do futebol catarinense, sem perder o escopo social das categorias de base e nos eventos chancelados pela entidade. Com estas palavras que a Assessoria de Imprensa parabeniza todos os colaboradores. Parabéns Torcedor Parabéns Tupi (*) Fonte http://www.rsssfbrasil.com/tablesrz/schist.htm e http://pt.wikipedia.org/wiki/Campeonato_Catarinense_de_Futebol_de_2001#Segunda_Divis.C3.A3o
(*) Fotos históricas do Clube nos link"s “Fotos Enviadas” http://www.clubeatleticotupi.com.br/enviadas.php e nas “Galerias de Fotos” http://www.clubeatleticotupi.com.br/galeria.php ............................................................ Jornal Metas > Esportes - GASPAR 03 de Janeiro de 2011 - 13:37 Especial Tupi 69 anos/Uma paixão quase setentona Por Alexandre Melo - Jornalista O grande time do Tupi de 1954 : Divulgação. O clube mais amado dos gasparenses completa 69 anos de existência nesta segunda-feira, dia 3 de janeiro. O vovô já quase setentão, que atende carinhosamente pelo apelido de Índio e que se veste das cores verde e branco, é o mais querido entre os apaixonados pelo futebol em Gaspar. E não é porque o Tupi deixou de disputar o futebol profissional que essa paixão arrefeceu. Pelo contrário, cada vez mais os torcedores se apaixonam pelo clube. Essa paixão não tem idade. É dos oito aos oitenta, homens e mulheres. Como diz Orlando dos Anjos, o Nego Lando, um dos jogadores símbolo do Índio: "dá uma saudade dos velhos tempos". E dá mesmo. Mas, vamos a história que Nego Lando tanto tem saudade. O Tupi nasceu da iniciativa de dois amigos que gostavam muito de futebol: Pedrinho Vieira, que viria a ser o primeiro presidente, e Carlos Barbosa Fontes. Naquele ano, Carlos adquiriu um terreno alagadiço, de pouco valor, no bairro Coloninha. Em parceira com empresários e esportistas da cidade, os dois amigos ergueram o campo. O estádio foi batizado de Campo dos Eucaliptos, porque diversas árvores foram plantadas ao seu redor para conter a excessiva umidade do terreno. A partir de 1956, foi rebatizado, com justiça, de Carlos Barbosa Fontes, que faleceu prematuramente naquele ano. O principal lazer dos domingos, na pacata Gaspar das décadas de 1940 e 1950, era ir ao estádio e torcer pelo Tupi. O primeiro time foi formado por jogadores só de Gaspar. Com o apoio da fanática torcida, o Tupi passou a competir no Campeonato Regional. Para defender o "Índio", a diretoria não media esforços e trazia atletas de outras regiões do Estado. Os torcedores mais antigos garantem que a década de 1950 foi a de maior glória do Tupi. O time foi bicampeão da Liga Blumenauense (1956-57) e conseguiu vitórias inesquecíveis, como a goleada de 5x1 em cima do rival Olímpico de Blumenau. Um dos craques do time era Valmor Belz que estudava medicina no Rio de Janeiro. Em dias de jogos, Carlos Barbosa Fontes mandava buscá-lo de avião. Era garantia de muitos gols e de vitória. Na década seguinte, o time que encantou a torcida foi o de 1964. Quem não lembra de Guido, Néio, Geraldo, Zezinho, Chicão, Lito, Ari Garcia, Carlos Wehmuth, Juci, Lila, Poroca, Dino, Paraguai, Quinho e Bolacha. O time passava por cima dos adversários como um "rolo compressor". Já os anos 1970 foram de altos e baixos, mas na década de 1980 o time voltou a disputar a segunda divisão do Campeonato Catarinense e conquistou a Copa RBS. De lá para cá, o Tupi alternou bons e maus momentos, sempre disputando campeonatos microrregionais como um time amador. A atual diretoria, liderada por Wanderlei Knopp, um apaixonado pelo futebol e pelo Tupi, sonha com voos altos, tanto fora como dentro do campo, nesta segunda década do século. O projeto de conclusão da segunda fase de revitalização do estádio Carlos Barbosa Fontes está em andamento com recursos captados junto ao Governo do Estado (Fesporte). A nova estrutura vai colocar o clube em condições de voltar a formar um time profissional e, possivelmente, em 2012 voltar a disputar a divisão de acesso do Campeonato Catarinense. Se depender do apoio da torcida, o Índio já está com a vaga assegurada, porém a diretoria, sempre com os pés no chão, faz as contas e vai precisar mais uma vez da ajuda financeira dos empresários da cidade para dar vida a mais esse sonho. Enquanto isso, o time amador começa a se preparar para o Campeonato Regional da Liga Pomerodense de Desportos (LPD), que este ano levará o nome de Taça Cidade de Gaspar. As escolinhas de futebol continuam sendo a menina dos olhos da diretoria. Muito mais que uma formadora de craques, as escolinhas formam cidadãos. Por isso, hoje já estão em três bairros da cidade (Lagoa, Margem Esquerda e Barracão), atendendo cerca de 400 jovens. O Departamento de Futebol de Mesa é outra força do Tupi, que promete muito para 2011. Se Pedrinho Vieira e Carlos Fontes sonharam um dia fazer do Tupi um grande clube, certamente o legado está consolidado. Cabe, agora, escrever mais uma página nesta história de glórias. .......................................................... Jornal Metas > Esportes - Gaspar 03 de Janeiro de 2011 - 13:17 Especial Tupi 69 anos/Carlito Atlético Tupi (Matéria publicada no dia 20 de novembro 2010 no encarte Metas nos Bairros/JM) Por Carlos Erbs Jr. - Jornalista Uma vida e uma grande paixão pelo Índio gasparense : Jornal Metas No dia em que Carlos Barbosa Fontes nasceu - 2 de fevereiro de 1919 - ninguém podia prever que o filho do visionário Eurico Fontes, entraria para a história de Gaspar e faria correr até o último ato de sua vida um sangue alviverde nas veias. Político, empreendedor, homem de imprensa e propulsor do esporte na cidade, esse filho de Gaspar, que morreu jovem, deixou seu nome gravado por onde passou. Sua maior paixão, o Clube Atlético Tupi, que ajudou a fundar quando tinha apenas 23 anos, soube retribuir anos de dedicação e doação, emprestando seu nome ao único estádio de futebol da cidade. A homenagem fez a torcida alviverde se dividir entre dois nomes: Carlos Barbosa Fontes e Estádio dos Eucaliptos, como ficou popularmente conhecido em 1955, quando no seu entorno havia diversas dessas árvores. Pelo Tupi, o contador e administrador, conhecido como Carlito, abria mão dos momentos de folga com a família e tirava dinheiro do próprio bolso para ajudar o time de futebol pelo qual tinha verdadeira paixão. Embora sua morte prematura, aos 36 anos - 16 de julho de 1956 - Carlos Fontes viveu intensamente. Era muito conhecido e admirado na comunidade. Por outro lado, tinha uma personalidade forte e marcante. Ousado, chegou a trazer um jogador do Rio de Janeiro, Valmor Belz, para vestir a camisa verde e branca do Índio gasparense. Membro ativo da Liga Blumenauense de Futebol (LBF), não deixava que diminuissem a importância de Gaspar no cenário do futebol regional e da equipe a qual representava. Carlos Eurico Fontes, o popular Zuza, 60 anos, um dos cinco filhos de Carlito, também carrega no sangue as cores do alviverde e o espírito guerreiro, que fez o Tupi receber um nome indígena em seu batismo. “Meu pai brigava pelos interesse do Tupi. Minha mãe, Ruth Wehmuth Fontes, não gostava porque ele deixava a família de lado para cuidar das coisas do Tupi”, recorda Zuza. Ele conta que até escritório do pai, na Rua Coronel Aristiliano Ramos, ficava de frente para a sede administrativa do Tupi cujo aluguel do imóvel era pago por Carlito. Atitudes como essa deixava a família apreensiva, porém a paixão era tão grande que todos acabavam entendendo tamanha devoção. Talvez por isso, Zuza tenha uma admiração tão grande pela obra do pai e até tenha seguido seus passos no envolvimento com o esporte. Zuza foi jogador do Tupi e presidente do clube por duas vezes nas décadas de 1980 e 2000. Carlito tem muitas histórias contadas por quem conviveu com ele. Orlando dos Anjos, o popular Nego Lando, lembra de um jogo contra o o Palmeiras de Blumenau. “Um jogador deles estava com vontade de ir ao banheiro, mas o local estava ocupado. Ele acabou evacuando nos fundos do vestiário. Sabendo do incidente, o Carlito foi até o presidente do Palmeiras falou para que desse ordem ao seu jogador para recolher os dejetos. Bronca dada e problema resolvido”, conta Nego Lando. “O Carlito era uma pessoa muito justa e correta, construiu uma bela história de amor ao Tupi e ao esporte de Gaspar. Foi um grande presidente”, finaliza Nego Lando. Outras duas paixões: política e jornalismo A política e o jornalismo fizeram parte da breve vida de Carlos Barbosa Fontes. Vereador por dois mandatos (1951-1954 e 1955-1956) pela UDN, Carlito tinha vocação e paixão pelo que fazia. Até no dia que seu filho Zuza estava para nascer ele arrumou um tempo para sair pelos bairros da cidade fazendo campanha para os candidatos a prefeito, Júlio Schramm, e ao Governo do Estado, Antônio Carlos Konder Reis. Na imprensa, Carlito, ao lado de seu irmão Hélio Barbosa Fontes, fundou o jornal Voz de Gaspar, que circulou na cidade de 1953 a 1956. Por ele, Carlito e seu irmão movimentavam e falavam da política local e disponibilizavam um grande e valoroso espaço para as notícias do esporte. Com atenção especial para o Tupi, as glórias e derrotas do Alviverde foram registadas nas páginas do impresso cujas edições foram carinhosamente encadernadas e guardas por Zuza, como um verdadeiro arquivo histórico de um período de grandes realizações em Gaspar. A última edição do Voz do Vale foi publicada menos de um mês antes da morte de Carlito, em 30 de maior de maio de 1956. Despedida Carlos Barbosa Fontes morreu jovem, vítima de problema nos rins. Sua morte levou uma multidão ao velório e sepultamento. Conforme conta Zuza, foi o maior enterro já visto na cidade até então. A paixão de Carlito pelo Tupi não foi esquecida em sua despedida. Sobre o caixão estenderam a bandeira do Índio Gasparense e do Brasil. Nego Lando conta que todos os jogadores do time aspirante e profissional trajavam o uniforme do Tupi e se revezavam na condução do caixão que foi levado a pé da Rua Coronel Aristiliano Ramos, onde Carlito morava, até o Cemitério Municipal. O ex-jogador também recorda que o dirigente, torcedor e apaixonado pelo Tupi, faleceu dois dias após o time vencer um disputado jogo contra o Vasto Verde. A vitória foi dedicada ao ex-dirigente. Após a morte de Carlito, o Estádio do Tupi passou a se chamar Carlos Barbosa Fontes. ........................................................
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Campeonato Regional Adulto 2011 - Taça Cidade de Gaspar
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